Em Pensar Outra Vez: Filosofia, Valor e Verdade o leitor é convidado a visitar alguns problemas centrais de diferentes disciplinas da filosofia. Incluindo temas como o sentido da vida, o cepticismo sobre o mundo exterior, a natureza da ciência, a importância da crítica e da argumentação para a democracia, o vegetarianismo e a protecção dos animais não humanos, assim como o legado de Bertrand Russell e a natureza do tempo, trata-se de uma leitura fascinante para o grande público, sendo também esclarecedora para professores e estudantes. (Vila Nova de Famalicão: Quasi, 2006, 197 pp.) Mais informações...
Esta obra desfaz confusões sobre a lógica e o seu ensino, estando vocacionada igualmente para o ensino secundário e superior. Além de explicar de forma simples a natureza da lógica e os seus diversos aspectos, sublinha ainda o seu papel na filosofia e como este papel se pode alcançar no ensino. Apresenta a lógica como um estudo crítico e criativo, e não como uma mera manipulação acrítica de símbolos. Elaborada no âmbito da intervenção do CEF-SPF no ensino da filosofia, é uma contribuição para o correcto ensino e compreensão da lógica. (Lisboa: Plátano, 2003, 167 pp.) Mais informação...
Intuitivamente, Sócrates não poderia ter sido um chinelo de quarto. Todavia, as doutrinas empiristas com origem em Hume declaram que essa intuição está errada, dado que a frase «Sócrates poderia ter sido um chinelo de quarto» não é uma contradição lógica. O desafio que esta posição de Hume representa para a filosofia é tal que motivou Kant a escrever a Crítica da Razão Pura, tentando mostrar que, apesar dos argumentos de Hume, as leis científicas poderiam ser necessárias. Hoje, contudo, filósofos como Plantinga, Kripke e Putnam apresentam uma alternativa viável ao idealismo de Kant — uma alternativa realista. É essa alternativa que é defendida neste livro. (Coimbra: Angelus Novus, 2002, 104 pp.) Mais informação...
O ensino da filosofia tem sofrido de uma incompreensão fundamental da natureza da própria filosofia. Por um lado, afirma-se que a filosofia é «o lugar crítico da razão»; mas a prática real do ensino e do estudo da filosofia consiste em repetir fórmulas gastas. Este livro oferece a professores e estudantes elementos estruturantes para que o ensino e o estudo da filosofia possa fazer jus à verdadeira natureza da filosofia. Fruto do trabalho do autor no Centro para o Ensino da Filosofia da Sociedade Portuguesa de Filosofia, é imprescindível para professores e estudantes de filosofia que querem fazer da filosofia o que ela deve ser: um estudo vivo e estimulante, criativo e crítico. Com este livro, compreende-se o que é filosofar e como isso se ensina. (Lisboa: Plátano, 2002, 103 pp.) Mais informação...
Esta nova edição introduz várias melhorias em relação à anterior, de 2003. Muitos capítulos foram totalmente reescritos, outros foram reorganizados, tendo-se ainda acrescentado alguns capítulos. Cumprindo o programa curricular português, este livro põe os estudantes em contacto com a tradição filosófica e estimula-os a pensar por si nos grandes problemas da filosofia. Mais informações...
Redigido de acordo com o novo Programa do 11.°, este manual prossegue e aprofunda a qualidade e inovação introduzidos no manual com o mesmo nome para o 10.° ano. O resultado é um manual em constante diálogo com os grandes filósofos clássicos do passado e do presente, rigoroso, crítico e estimulante. Um instrumento de trabalho complementado por vários materiais (um site, um Caderno do Estudante e um Livro do Professor). (Lisboa: Didáctica Editora, 2004, 272 pp.)
Redigido de acordo com o novo Programa do 10.°, trata-se de um manual único em Portugal pela sua qualidade científica e adequação didáctica. Levando a sério o ideal de filosofia como actividade crítica e criativa, este manual proporciona a estudantes e professores uma abordagem rica, estimulante e inteligível dos problemas, teorias e argumentos da filosofia. Um instrumento de trabalho complementado por um site onde se podem encontrar materiais complementares, é o manual cuja falta há muito se fazia sentir. (Lisboa: Didáctica Editora, 2003, 2 Vols., 168 + 172 pp.)
Os programas de Filosofia do ensino secundário são insatisfatórios a vários níveis e a ameaça de extinção da disciplina é constante. Num espírito construtivo e aberto, empreende-se neste livro uma análise pormenorizada dos programas oficiais, apontando deficiências e o modo de as superar, e propõe um programa que dignifica a disciplina, está atento ao que de melhor se faz no mundo e coloca o estudante em contacto com a tradição, fazendo da Filosofia «o lugar crítico da razão». (Lisboa: Gradiva, 2003, 164 pp.) Excerto...
Este livro baseia-se num programa de Rádio onde todas as semanas M. S. Lourenço — responsável pela introdução do estudo da lógica moderna e da filosofia analítica no nosso país — discutia alguns pontos de vista com diferentes convidados. A Cultura da Subtileza oferece-nos a possibilidade de assistir à actividade típica da filosofia: a discussão detalhada em busca de uma melhor compreensão do tópico em causa. Abordando várias áreas da filosofia, desde a lógica até à filosofia da arte, este pequeno livro oferece uma visão plural da filosofia. O seu carácter intermédio faz dele uma leitura apetecível para estudantes, leigos e profissionais. (Lisboa: Gradiva, 1995, 231 pp.) Mais informação...
Esta enciclopédia abrange, de maneira introdutória mas desejavelmente rigorosa, uma diversidade de conceitos, temas, problemas, argumentos e teorias localizados na área relativamente recente de "estudos lógico-filosóficos". O território teórico abrangido nesta área é extenso e de contornos por vezes difusos; inclui um conjunto de questões fundamentais acerca da natureza da linguagem, da mente, da cognição e do raciocínio, bem como questões acerca das conexões destes com a realidade não mental e extralinguística. Por um lado, estes estudos são filosóficos em virtude do elevado grau de generalidade e abstracção das questões examinadas (entre outras coisas); por outro, são lógicos em virtude de serem logicamente disciplinados, no sentido de se fazer um uso intenso de conceitos, técnicas e métodos provenientes da lógica. (São Paulo: Martins Fontes, 2006, 8803 pp.) Mais informação...
Este livro apresenta excertos das doze obras de referência das "Orientações para a Leccionação do Programa de Filosofia", assim como quarenta e um textos opcionais, abrangendo o Programa do 10.º e do 11.º anos. Cada secção do Programa é abordada partindo de um problema explicitamente formulado e brevemente explicado. Os textos escolhidos são respostas a estes problemas. Os textos abrangem a filosofia antiga, medieval, moderna e contemporânea, e tanto incluem filósofos e pensadores muito estudados como outros menos estudados, apesar de inegavelmente centrais. Alguns textos — de Sexto Empírico, Tolstoi, Bentham, Moore, Ayer, Nozick e Dickie, entre outros — foram traduzidos especialmente para este volume. Todos os textos são complementados com tarefas de contextualização, interpretação e discussão. Indicam-se ainda leituras complementares e recursos na Internet, assim como temas para redigir ensaios. (Lisboa: Plátano, 2006, 256 pp.) Mais informação...
Está já à venda a segunda edição, revista e aumentada, desta introdução elementar à filosofia. Numa linguagem clara, precisa e despretensiosa, esta obra introduz de forma estimulante os seus leitores no mundo fascinante da filosofia. Cada capítulo aborda uma disciplina filosófica, da ética à filosofia da ciência, passando pela filosofia da religião e pela epistemologia, pela filosofia política, pela filosofia da mente e pela filosofia da arte. Questões como a natureza da própria filosofia, a existência de Deus, a vida após a morte, a liberdade de expressão, a distinção entre corpo e mente, a natureza da ciência, a definição da arte, entre outras, são aqui apresentadas de forma bastante apelativa e discutidas criticamente. Nesta segunda edição portuguesa (quarta edição inglesa), Warburton acrescentou secções em vários capítulos, reviu outros e actualizou a lista de leituras complementares. Se alguma vez quis saber se o mundo é realmente como pensa que é, então este é o livro indicado para si. (Lisboa: Gradiva, 2007, 284 pp.) Mais informação...
Este livro consegue de forma admirável mostrar o que é a filosofia no seu melhor: uma troca estimulante e criativa de argumentos que visam a demonstração de uma tese subtil ou a formulação de um problema interessante. A filosofia é uma actividade que exige uma inteligência viva e crítica, mas a sua divulgação, em particular junto dos mais novos, é sempre um risco, uma vez que exige um elevado grau de subtileza e de maturidade cognitiva, para além de pressupor muitas vezes uma formação intelectual apreciável noutras áreas, como a matemática ou a teologia, a física ou a linguística, o direito ou a música. (Lisboa: Gradiva, 1996, 92 pp.) Mais informação...
Esta é uma obra é uma discussão sofisticada do relativismo. O relativismo pretende ser a última palavra no que respeita à justificação de todas as nossas crenças e perspectivas, afirmando não só que são todas fruto de contingências históricas, sociais e biológicas, mas que só são encaradas como verdadeiras por motivos, também eles, contingentes. Os valores perdem-se numa diversidade em que tudo é aceitável porque tudo tem uma justificação histórica, social ou biológica e porque esse género de justificação é o único que existe. Mas poderá o relativismo ser realmente a última palavra nesta matéria? Thomas Nagel procura mostrar que o relativismo não pode ter a última palavra — o relativismo tem de ser discutido como uma proposta entre outras, em vez de ser acriticamente aceite como uma verdade incontornável. Mas quando o relativismo é confrontado com propostas rivais não consegue impor-se como inequivocamente verdadeiro, mesmo nos poucos casos em que não é ininteligível. (Lisboa: Gradiva, 1999, 182 pp.) Mais informações...
Publica-se pela primeira vez em Portugal uma obra de introdução à lógica especificamente dirigida a estudantes e professores de filosofia que apresente um sistema de dedução natural. Este sistema de lógica apresenta inúmeras vantagens relativamente aos sistemas axiomáticos e tornou-se por isso universal. A lógica é um instrumento crucial sem o qual a filosofia não consegue elevar-se acima do nível medíocre da especulação vazia. Esta obra ensina lógica de modo acessível e directo e tem sido usada nos melhores departamentos de filosofia de língua inglesa desde que foi publicado. Ao oferecer instrumentos lógicos de reflexão crítica, esta obra oferece pela primeira vez ao público português a possibilidade de desenvolver uma cultura filosófica verdadeiramente crítica, actualizada e de elevado recorte intelectual. Porque esta obra se dirige a estudantes e professores de filosofia, o autor incluiu vários tópicos de lógica filosófica, de filosofia da lógica e de filosofia da linguagem. (Lisboa: Gradiva, 1998, 265 pp.) Mais informação...
Este pequeno livro ensina a escrever e a avaliar textos argumentativos que se distinguem dos textos meramente expositivos. Os argumentos são um elemento imprescindível na descoberta da verdade. Qual é a verdade acerca da eutanásia? Deve ser tolerada, ou não? Quer se defenda uma coisa ou outra, é preciso mostrar que temos razão. E isso faz-se através de argumentos. Em matéria de argumentos não vale tudo o mesmo, e não valem sobretudo os maus argumentos — ainda que convençam o auditório por serem sofisticamente apresentados como bons. Por mais que quem nos dá o troco do jornal da manhã tenha muita habilidade para nos enganar, há um padrão aritmético objectivo que nos mostra se o troco que recebemos é ou não justo. O mesmo acontece com os argumentos. (Lisboa: Gradiva, 1996, 145 pp.) Mais informação...
Esta é uma obra fundamental da estética do séc. XX. Originalmente publicada em 1968, tornou-se rapidamente um "clássico moderno" da estética filosófica, motivando inclusivamente o desenvolvimento exponencial que a disciplina tem conhecido desde então. Sem abandonar os seus pressupostos a-realistas e nominalistas, Nelson Goodman, aborda de forma profunda e estimulante vários problemas centrais da filosofia da arte. (Lisboa: Gradiva, 2006, 288 pp.) Mais informação...
Esta é uma obra para quem quer pensar sobre as grandes questões. Escrita num estilo despretensioso e claro, é um best-seller que nos cativa, intriga e faz pensar, devolvendo à filosofia a discussão inteligente, clara e estimulante de ideias. Leitura essencial para qualquer cidadão que queira compreender melhor o universo em que se encontra e o seu lugar nele, é uma obra fundamental para a tão necessária renovação do ensino da filosofia em Portugal. (Lisboa: Gradiva, 2001, 320 pp.) Mais informação...
Esta obra procura esclarecer os argumentos que conduziram os grandes pensadores e filósofos, de Pitágoras a Wittgenstein, às posições que defenderam. É assim que, sem esquecer o contexto histórico, esta obra permite ao leitor tomar o gosto pela actividade própria da filosofia: apreciar a subtileza de doutrinas, a correcção de argumentos, a pertinência de problemas. É dada também especial atenção a alguns períodos e escolas normalmente ignorados nas histórias da filosofia até aqui disponíveis. Uma obra fundamental, que vem preencher uma grande lacuna no panorama editorial nacional. (Temas & Debates, Outubro 1999, 460 pp.) Mais informação...
Esta obra é uma eloquente demonstração da vitalidade e amplitude da filosofia contemporânea. O rigor argumentativo e lógico não são sinónimos de uma atitude redutora, insensível à dimensão religiosa do ser humano; são, antes, sinais da seriedade intelectual que marcou, desde Sócrates, a genuína atitude filosófica. A questão da existência de Deus pode e deve ser avaliada criticamente pelo filósofo, em vez de ser pressuposta como um facto evidente ou reduzida a uma mera atitude emocional. É essa avaliação crítica que Richard Swinburne nos oferece nesta obra. Apesar de a reflexão filosófica sobre a existência de Deus ser tão antiga quanto a própria filosofia, os avanços recentes da ciência levantam novos desafios a esta área tradicional da reflexão filosófica. (Lisboa: Gradiva, 1998, 163 pp.) Mais informação...
Esta é a obra de referência filosófica rápida mais abrangente e precisa da actualidade. Tem 2 648 entradas e mais de 275 mil palavras, incluindo todas as filosofias (indianas, chinesas, islâmicas e judaicas); presta ainda uma atenção especial à filosofia feminista e aos temas menos técnicos da filosofia (como o sexo, a apatia, o riso, as cócegas e o sentido da vida), e consegue abranger desde os mais antigos temas dos Vedas (redigidos há cerca de três mil anos) até à mais recente terminologia técnica que anima a filosofia contemporânea. O leitor encontra também vários tópicos dos mais diversos domínios científicos relevantes para o estudo da filosofia. Encontramos assim um vasto conjunto de entradas sobre temas da matemática, linguística, física, biologia e inteligência artificial, para além do Direito, teoria da decisão, economia e sociologia, sem esquecer a teologia e a arte. (Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997, 448 pp.) Mais informação...
Com revisão de Desidério Murcho, este livro é uma contribuição para os escritos de um campo já bastante vasto e não pretende ser abrangente. No entanto, é única em vários aspectos. Por exemplo, o foco principal não é tanto o raciocínio do dia-a-dia, mas a argumentação teórica do tipo com que os estudantes de faculdade se deparam ao longo de suas jornadas. O livro analisa principalmente argumentos teóricos elaborados sobre o mundo natural, política e filosofia — um tipo de argumento que é complexo, relevante e difícil de enfrentar. (São Paulo: Editora Novo Conceito, 2008, 332 pp.) Mais informação...
Com revisão de Desidério Murcho, este livro é um pequenos milagre. Não sendo Santo Agostinho um dos filósofos mais conhecidos do grande público, este poderia ser um livro reservado apenas a alguns. Mas o entusiasmo de Gareth Matthews, a segurança do seu conhecimento, a clareza da sua prosa e a constante integração das ideias de Santo Agostinho na discussão filosófica do passado e do presente fazem deste um livro que se lê com o entusiasmo de um romance de ideias. Este é o segundo volume da colecção "Blackwell Great Minds", e se o primeiro, dedicado a Kant, tiver apenas metade da qualidade deste, já é um livro imprescindível. (Lisboa: Edições 70, 2008, 244 pp.) Mais informação...
Nigel Warburton apresenta neste pequeno livro, com a sua habitual clareza e precisão, as teorias filosóficas centrais sobre o problema da definição da arte. Aparentemente, todos sabemos o que é a arte; contudo, mal tentamos articular uma definição ou mesmo uma simples caracterização, enredamo-nos imediatamente em dificuldades. Será a arte fundamentalmente expressão de emoções ou vivências? Ou será sobretudo uma linguagem, uma forma significante? Poderá a arte ser realmente definida, ou será um conceito aberto insusceptível de ser definida? Estas e outras questões são estudadas de forma descontraída mas precisa neste pequeno livro. Recorrendo fortemente à história da arte, da qual retira vários exemplos importantes para ilustrar a discussão, Warburton apresenta neste pequeno livro uma introdução lúcida a um tema central da filosofia da arte e da estética. (Lisboa: Bizâncio, 2007, 186 pp.) Mais informação...
Esta é uma obra que defende que a globalização implica a necessidade de uma maior cooperação à escala mundial baseada em legislação internacional eficaz. A melhor forma de fazer cumprir as promessas da globalização é criar um governo mundial. Numa prosa clara, Pojman começa por nos expor as ameaças do terrorismo internacional, de que ninguém está livre, comparando-o com as antigas formas de terrorismo essencialmente direccionadas para alvos específicos, examinando, ao mesmo tempo, os vícios e virtudes do nacionalismo. Por fim, defende que leis internacionais eficazes, que combatam o terrorismo e promovam a paz, exigem um «nacionalismo moderado» o qual, em última instância, será compatível com um governo mundial. Pojman conclui com uma nota positiva e defende uma vez mais que, com as estratégias que propõe, será possível derrotar o terrorismo internacional. (Lisboa: Bizâncio, 2007, 176 pp.) Mais informação...
Esta obra acompanha o percurso de Colin McGinn, filho e neto de mineiros, originário de Blackpool; na infância, o melhor que poderia aspirar seria a uma carreira na construção civil ou como baterista num grupo de rock. Porém, durante a adolescência descobre Descartes e apaixona-se pela filosofia. Sendo o primeiro da sua família a ingressar na universidade, a escolha da filosofia não era a mais óbvia ou a mais bem aceite e assim começa pela psicologia. Posteriormente decide-se em definitivo por aquela, tendo de enfrentar a perplexidade dos pais e da família. O que faz um filósofo? Como vive? De que se sustenta? (Lisboa: Bizâncio, 2007, 252 pp.) Mais informações...
Esta obra apresenta a defesa clássica da posição de que o estado deve evitar ao máximo interferir na vida das pessoas, e foi muito influente tanto na filosofia política do século XX, como na própria política. O seu objectivo fundamental é asseverar o princípio do dano, de acordo com o qual o estado só está justificado em interferir na vida das pessoas para evitar que se cause dano a outras. Sobre a Liberdade apresenta também aquela que é provavelmente a mais poderosa defesa alguma vez feita da liberdade de expressão — defesa que pode ser aceite independentemente de se aceitar ou não a posição geral de Mill. (Lisboa: Edições 70, 2006, 195 pp.) Mais informação...
Esta é uma edição cuidada e única deste clássico da filosofia moral do séc. XIX, com tradução de F. J. Azevedo Gonçalves e introdução, notas, cronologia e revisão científica de Pedro Madeira. O utilitarismo é uma teoria naturalista sobre os fundamentos da moralidade. Defende que o prazer ou a felicidade é o único fim último da acção, e que a acção moral tem de procurar maximizar, imparcialmente, a felicidade de todos. O utilitarismo é a teoria rival das éticas deontológicas, como a de Kant, e das teorias contratualistas, como as de Locke, Hobbes e Rousseau. As notas e introdução desta edição foram especialmente concebidas para ajudar estudantes e professores. (Lisboa: Gradiva, 2005, 152 pp.) Mais informação...
Esta obra apresenta a filosofia aos estudantes, assim como ao público em geral, de um modo criativo e original. Ao longo dos capítulos, os autores argumentam e contra-argumentam intensivamente. Não se trata de apresentar dogmaticamente, por exemplo, o problema do livre-arbítrio; trata-se de tornar este problema vivo e real, enfrentando os primeiros argumentos intuitivos que procuram afastar o problema apresentando respostas inadequadas. Deste modo, os autores combatem efectivamente o cepticismo ingénuo quanto à filosofia, de que sofrem infelizmente muitos cientistas e — surpreendentemente — muitos professores de filosofia. Este cepticismo é a ideia de que a filosofia é um artificialismo histórico e não uma forma de enfrentar problemas urgentes e vivos. (Lisboa: Temas e Debates, 2004, 219 pp.) Mais informação...
Esta obra é do máximo interesse para todas as pessoas que procuram compreender melhor os grandes problemas da filosofia política clássica, da antiguidade grega aos nossos dias. Especialmente adequada aos estudantes de Filosofia, Direito, Economia, Sociologia, Ciência Política e Relações Internacionais é contudo, pela sua clareza e apresentação directa e simples, um livro que qualquer cidadão deve ler e discutir. (Lisboa: Gradiva, 2004, 312 pp.) Mais informação...
Esta obra coloca um desafio ousado às perspectivas limitadas e nacionalistas dos definidores de políticas, dos políticos e dos líderes dos Estados Unidos e de outros países. Peter Singer apresenta pormenorizadamente uma forma prática de considerar as questões mundiais contemporâneas sob o prisma da ética. O livro trata quatro grandes questões mundiais: as alterações climáticas, o papel da Organização Mundial do Comércio, os direitos humanos e a intervenção com fins humanitários, e a ajuda externa. Singer aborda cada uma destas questões fundamentais de uma perspectiva ética e apresenta alternativas à abordagem estadocêntrica que caracteriza actualmente a teoria e as relações internacionais. (Lisboa: Gradiva, 2004, 284 pp.) Mais informação...
Está finalmente disponível em português uma das melhores introduções à filosofia moral. Abordando os temas centrais desta disciplina de forma clara e despretensiosa, o autor guia-nos com segurança pelos labirintos fascinantes de problemas, teorias e argumentos relacionados com o modo como devemos viver a vida. Um dos aspectos mais inovadores da obra é a integração de diversos problemas de ética aplicada, como a eutanásia ou os direitos dos animais, para ilustrar os problemas e teorias estudados. O leitor compreende assim a pertinência das teorias de Kant, Hobbes, Mill, Hume, Aristóteles, Anscombe e tantos outros dos filósofos estudados. (Lisboa: Gradiva, 2004, 316 pp.) Mais informação...
Esta é uma obra de filosofia aplicada à vida, plena de significado e elegância. A. C. Grayling oferece ao leitor trilhos de sabedoria que se tornaram raros a partir da Antiguidade Grega. O filósofo como pensador que reflecte sobre os significados das coisas e da vida e nos alarga horizontes e aprofunda a compreensão de nós e do mundo tornou-se uma figura rara. Nesta obra plena de serenidade e bonomia, o autor mostra que a filosofia aplicada à vida dá um novo sentido à existência civilizada, lúcida e reflectida. Recolhendo máximas de sabedoria das mais diversas fontes, explicando o seu significado ou contestando a sua verdade, o autor condensa nesta obra milénios de sabedoria actualizada para fazer frente ao mundo moderno. Quer concordemos quer discordemos do autor, esta obra dá que pensar e — mais importante ainda — mostra como pensar com lucidez e sem dogmas. (Lisboa: Gradiva, 2003, 244 pp.) Mais informação...
Este livro desfaz vários equívocos sobre a lógica, é rigoroso e correcto, é estimulante e faz pensar. Não ensina lógica — mas não era esse o objectivo. O objectivo é oferecer ao leitor uma panorâmica geral da disciplina da lógica — que tipo de coisas se estuda em lógica? Ao fazê-lo, o autor apresenta uma disciplina viva, que está em desenvolvimento — e não, como infelizmente se pensa por vezes em Portugal, uma disciplina que acabou com Aristóteles e a sua silogística. A teoria lógica de Aristóteles foi um feito extraordinário; mas é uma teoria errada em aspectos fundamentais, pelo que hoje tem um interesse meramente histórico: não é útil para compreender o que é a lógica, não é útil para resolver o tipo de problemas que se procura resolver com a lógica e também não é útil como instrumento filosófico ou no dia-a-dia. Só a ignorância permite que o Ministério sancione o ensino da lógica aristotélica como uma opção, a par da lógica moderna. (Lisboa: Temas e Debates, 2002, 138 pp.) Mais informação...
Esta obra — clara, informada e muito bem argumentada — enfrenta alguns dos grandes desafios éticos do nosso tempo. Trata-se dos desafios éticos impostos pela fome no mundo, pelo equilíbrio ecológico do planeta, pela exigência de igualdade e pela moderna ciência médica, entre outros. Que posições poderemos defender com respeito à eutanásia e ao aborto? E relativamente aos refugiados e à ajuda internacional aos países do Terceiro Mundo? E quanto aos animais? Teremos o direito de os fazer sofrer só para satisfazer o nosso prazer? Que desafios nos levanta uma sociedade verdadeiramente igualitária? (Lisboa: Gradiva, 2000, 411 pp.) Mais informações...
Uma introdução elementar a 9 problemas filosóficos típicos, escrita num tom informal, claro e simples, mas rigoroso e preciso. O autor introduz tópicos de epistemologia e metafísica, filosofia da linguagem e da mente, ética e filosofia política, terminando com uma introdução a dois tópicos metafísicos gerais (o sentido da vida e o problema da morte). O Cap. 1 oferece ainda uma caracterização preliminar do género de problemas que são estudados pela filosofia. Nagel defende que não é possível compreender os textos dos grandes filósofos sem que tenhamos percebido os problemas com que se debatem. Por isso, introduz directamente o leitor aos problemas da filosofia, nunca citando uma só vez um nome de um filósofo. (Lisboa: Gradiva, 1995, 92 pp.) Mais informação...